terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Quadro Cronológico da Freguesia - Parte 3

SÉCULO XX
1902 a 1904
Período em que Padre Álvaro José de Lima esteve à frente da Paróquia São Bernardo
19/12/1904
Nomeação do Padre José Pereira dos Santos Alencar como pároco de São Bernado
10/01/1905
Posse do Padre José Pereira dos Santos Alencar
1920
Transferência do Padre José Pereira dos Santos Alencar
Junho/1921
Nomeação do Padre Gentil de Moura Viana como pároco de São Bernardo
04/08/1921
Posse do Padre Gentil de Moura Viana
24/01/1922
Fundação do grupo do Apostolado da Oração
Novembro/1922
Nomeação do Padre Gentil de Moura Viana como Cônego da Catedral de São Luís do Maranhão
1924
Transferência do Cônego Gentil de Moura Viana
01/01/1924
Nomeação do Padre José Alexandre da Silveira Pereira como pároco de São Bernardo
16/08/1924
Falecimento do Padre José Alexandre da Silveira Pereira
01/01/1925
Nomeação do Padre Nestor de Carvalho Cunha como pároco de São Bernardo
15/04/1925
Chegada do Padre Nestor de Carvalho Cunha em São Bernardo
15/08/1926
Início dos trabalhos de construção da Nova Matriz
20/01/1931
Fundação do grupo da Pia União das Filhas de Maria
14/02/1933
Nomeação do Padre Nestor de Carvalho Cunha como Cônego da Catedral de São Luís
1952
Conclusão dos trabalhos de construção da Nova Matriz
20/08/1954
Inauguração e benção da Nova Matriz
23/08/1970
Atentado contra o Cônego Nestor de Carvalho Cunha
28/08/1970
Falecimento do Cônego Nestor de Carvalho Cunha
31/12/1970
Chegada do Padre Joseph Victor Maurice Laurent em São Bernardo
01/01/1971
Celebração da primeira Missa do Padre Maurício Laurent como pároco de São Bernardo
14/09/1971
Criação da Diocese de Brejo e consequente desmembramento da Paróquia São Bernardo da Arquidiocese de São Luís do Maranhão
1973
Santa Quitéria foi desmembrada do território da Paróquia São Bernardo para criação da Paróquia Nossa Senhora dos Aflitos
1976
Magalhães de Almeida foi desmembrada do território da Paróquia São Bernardo para a criação da Paróquia Santo Antônio

1989
Ordenação sacerdotal do diácono Francisco das Chagas Pereira, primeiro vigário paroquial. Chegada das Irmãs de Caridade de Montreal e do missionário leigo canadense Leópold Hudon
1993
Realização das Santas Missões Populares – Frades Capuchinhos

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Quadro Cronológico da Freguesia - Parte 2

SÉCULO XIX
28/12/1808
Morte do Padre Domingos Coqueiro
29/12/1808
Sepultamento do Padre Domingos Coqueiro na Igreja Matriz de Brejo dos Anapurús
04/03/1809
Promulgação do edital do Concurso da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Brejo dos Anapurús e São Bernardo do Parnaíba
Abril/1809
Nomeação de Padre Manoel de Almeida Brandão como vigário encomendado da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Brejo dos Anapurús e São Bernardo do Parnaíba
31/10/1811
O julgado de São Bernardo passou à jurisdição da recém-criada Vila de Caxias.
31/10/1816
Fundação da Matriz de São Bernardo, e nomeação do reverendo Padre Manoel de Almeida Brandão como vigário
18/04/1820
Remarcação dos territórios pertencentes às vilas de Brejo dos Anapurús e Pastos Bons, no que resultou a criação de cinco freguesias
04/10/1841
Nova demarcação dos limites entre as Freguesias de São Bernardo do Parnaíba e Brejo dos Anapurús
20/07/1842
Determinação de novos limites entre as Freguesias de Brejo dos Anapurús e São Bernardo do Parnaíba, ratificando a criação desta
21/08/1852
Posse do Padre João Francisco Martins na Freguesia de São Bernardo do Parnaíba
30/07/1859
Elevação da Freguesia de São Bernardo do Parnaíba à categoria de Vila
Aprox. 1870
Início dos trabalhos de reconstrução da Matriz de São Bernardo
Aprox. 1877
Término dos trabalhos de reconstrução da Matriz de São Bernardo
Setembro de 1890
Morte de Padre João Francisco Martins
18/09/1890
Nomeação de Padre José Pires Seabra como vigário de São Bernardo
07/02/1896
Morte de Padre José Pires Seabra
20/02/1896
Nomeação do Padre João Lyra Pessoa de Maria como vigário de São Bernardo

FONTE: SILVA, Felipe Costa: Matriz de São Bernardo: de capela a santuário. Fortaleza: Imprece, 2017. p. 140-141.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Quadro Cronológico da Freguesia - Parte 1

SÉCULO XVIII
27/01/1703
Autorização para o aldeamento dos Anapurús
16/04/1709
Declaração de guerra aos Anapurús em razão do assassinato de Manoel da Silva, juntamente com seis religiosos
1711
Morte de religiosos carmelitas pelas mãos de índios Anapurús
Dez/1712
Contato de Bernardo de Carvalho Aguiar e tentativa de aldeamento dos Anapurús-Mirins e Anapurús-Açus
1713
Estadia de Frei Lino Demescent, franciscano, capelão da tropa de Bernardo de Carvalho Aguiar, junto aos Anapurús-Mirins.
1721
Instalação de Bernardo de Carvalho Aguiar em seu arraial no Maranhão
20/08/1722
Ordem para dizimação dos Índios Anapurús
1722 ou 1723
Criação da Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Piracuruca
1724
Missão jesuítica junto aos Anapurús-Mirins, no arraial de Bernardo de Carvalho Aguiar
1726
Deflagração de guerra a Nação dos Anapurús por ordem do Governador João Maya da Gama

Dez/1728

Viagem de João Maya da Gama ao Piauí, visitando também, no Maranhão, o arraial de Bernardo de Carvalho Aguiar, bem como a região de Tutoia
1729
Pacificação total dos Anapurús no Sítio de Brejo sob comando do bandeirante Francisco Vasconcelos

Aprox.1730
Inclusão das terras da margem esquerda do Rio Parnaíba ao território da Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Piracuruca, inclusive o arraial de São Bernardo
Abr/1730
Morte de Bernardo de Carvalho Aguiar em seu arraial no Maranhão

28/07/1741
Criação da Freguesia de São Bernardo do Parnaíba a partir dos territórios do da margem esquerda do Rio Parnaíba pertencentes ao Maranhão e nomeação do Padre Antônio Vidal de Almeida como vigário encomendado
1743 ou 1744
Visita de Dom Manuel da Cruz à Freguesia de São Bernardo do Parnaíba
30/03/1747
Elevação do arraial de São Bernardo à categoria de Julgado, ganhando um juiz pedâneo
18/02/1789
Chegada do Padre Domingos Coqueiro à Freguesia de São Bernardo do Parnaíba, sendo o primeiro pároco colado
07/09/1799
União das Freguesias de Nossa Senhora da Conceição do Brejo dos Anapurús e São Bernardo do Parnaíba
10/11/1799
Posse do Padre Domingos Coqueiro na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Brejo dos Anapurús e São Bernardo do Parnaíba

FONTE: SILVA, Felipe Costa: Matriz de São Bernardo: de capela a santuário. Fortaleza: Imprece, 2017. p. 139-140.

De volta ao trabalho!


      Pouco tempo após o lançamento do meu primeiro livro “Matriz de São Bernardo: de capela a santuário” fui ordenado sacerdote em Quixadá-CE. Logo em seguida assumi a responsabilidade de administrar uma paróquia nos rincões sertanejos do município de Quixeramobim-CE.
     Naturalmente, as exigências da lide paroquial me afastaram dos meus trabalhos de estudo, pesquisa e escrita sobre a antiga Freguesia de São Bernardo do Parnaíba. Isso, porém, não significa que o interesse ou o entusiasmo tenham acabado. Simplesmente me vi obrigado a dar um time para ocupar-se de coisas mais urgentes e necessárias, inerentes ao meu ofício sacerdotal.
     Sinto, porém, que é hora de retomar gradualmente minhas atividades, dando continuidade aos meus projetos de publicação, principalmente aos que já haviam sido prometidos, a saber: um volume sobre o Cônego Nestor e outro sobre a devoção a São Bernardo de Claraval nestas terras do Baixo Parnaíba.
      A partir do ano que vem devo ocupar-me de um mestrado em teologia, que será feito em Roma. Apesar disso, quero estabelecer um ritmo esporádico de postagens para manter acesa a chama da curiosidade e do interesse pela história da nossa querida Matriz!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Lançamento


Arraial Velho

Reginaldo Miranda
Da Academia Piauiense de Letras

Em face do debate que se travou para fixar a data de fundação da cidade de Campo Maior, no centro-norte do Piauí, publicamos no ano passado importante artigo sobre o assunto, porque fundamentado em documento irrefutável e bastante esclarecedor.
No entanto, no campo intelectual sempre há margem para discussões e novas descobertas. O homem como ser pensante que é, questionador por natureza, sempre suscitará novos pontos de debate, o que é bom, porque é do questionamento intelectual que nascem as grandes descobertas. Ao final do embate todos sairão vitoriosos porque, às vezes, ainda que uma tese não se confirme ela certamente suscitou o debate e com este o nascimento de outras teses e de outras descobertas.
De fato, no caso de Campo Maior onde sabemos que o fundador Bernardo de Carvalho morou em Bitorocara e depois aparece ao final de sua existência com domicílio no Arraial Velho, é de se questionar se não seriam a mesma localidade? Bitorocara não seria o primitivo nome do Arraial Velho?
Pois bem, em primeiro lugar no artigo anterior comprovamos com a expressão literal do documento, que a cidade de Campo Maior nasceu oriunda de uma fazenda de Bernardo de Carvalho, denominada Santo Antônio. Está lá a localização geográfica da mesma a não deixar dúvidas, assim esclarecendo o assunto. Esse fato está tão claro quanto a luz do sol ao pino do meio-dia.
No entanto, e o Arraial Velho? Por que Arraial? Por que velho? Não seria a primitiva morada de Bernardo de Carvalho?
Felizmente, também localizamos documento esclarecedor dessa situação. O Arraial Velho é quase tão antigo quanto Bitorocara, daí a origem do nome. E foi fundado não por Bernardo de Carvalho, mas pelo seu primitivo proprietário e primeiro mestre-de-campo da conquista do Piauí, Antônio da Cunha Souto Maior, morto pelos indígenas em 1713. E porque deixou dívidas, suas terras foram arrematadas em hasta pública por Bernardo de Carvalho. O Arraial Velho ficava, de fato, na margem esquerda do rio Parnaíba, altura hoje da cidade de São Bernardo, no Maranhão. Ali fixara morada Bernardo de Carvalho, depois que deixara a fazenda Santo Antônio, antiga Bitorocara, hoje cidade de Campo Maior, já erigida em sede de curato. Quem assim esclarece é o capitão da conquista Miguel de Carvalho e Aguiar, filho e herdeiro do arrematante Bernardo de Carvalho e Aguiar, em petição ao rei, no ano de 1733. Alega no petitório que ele e seu defunto pai tinham conquistado muitas terras ao gentio brabo, tanto no Piauí quanto no Maranhão; também, que além dessas terras por eles conquistadas, seu pai havia adquirido em arrematação judicial três fazendas que pertenceram ao falecido mestre-de-campo Antônio da Cunha Souto Maior, denominadas: Campo Largo (na margem do rio Parnaíba, limitando-se com o riacho Piranhas), Arraial Velho, com a contígua fazenda Nazareth (na margem do Parnaíba, lado do Maranhão, ambas com dez léguas de comprido e uma de largo) e São Francisco, sitas na Parnaíba, distrito das ditas conquistas do Piauí e Maranhão. Em face desse pleito, em 28 de janeiro de 1734, foi passada provisão ao ouvidor-geral do Piauí, Francisco Xavier Morato Boroa para tombar e demarcar as referidas terras, o de fato foi feito, concluído e confirmado cinco anos depois (AHU. ACL. CU 016. Cx. 2. D. 103).
Assim, o Arraial Velho e as duas outras fazendas pertenceram ao primeiro mestre-de-campo Antônio da Cunha Souto Maior, somente depois de seu óbito sendo arrematadas pelo seu sucessor no posto militar e, também, no domínio da terra. Este ali fixara residência, abandonando a primitiva Bitorocara, que já ia ganhando foros de urbe sertaneja, com a edificação da igreja e criação curato sob a invocação de Santo Antônio.
Em resumo, Bitorocara perdeu a velha denominação indígena e passou a denominar-se Santo Antônio, sendo hoje a cidade de Campo Maior, no Piauí. Ficava “no sertão dos Alongazes por evocação de Santo Antônio, em um riacho cujas vertentes desaguavam no rio Jenipapo”. Foi terra adquirida por Bernardo de Carvalho, por direito de conquista e povoamento (PT/TT/RGM/C/0008. Registo Geral de Mercês, Mercês de D. João V, liv. 8, fl. 509v).
Por seu turno, o Arraial Velho ficava no Maranhão, onde hoje se situa a cidade de São Bernardo e foi fundada a fazenda por Antônio da Cunha Souto Maior. Ganhou essa denominação porque depois Souto Maior muda seu domicílio para o Piauí, fundando outro Arraial Novo, passando aquele a ser denominado Arraial Velho. Somente depois da morte de Souto Maior, em 1713, é que Bernardo de Carvalho o adquire em arrematação judicial e muda para lá seu domicílio, fundando a povoação que deu origem à cidade de São Bernardo. Portanto, Bitorocara não poderia ser o Arraial Velho porque em 1697, quando o padre Miguel de Carvalho indica ali o domicílio de Bernardo de Carvalho, essas terras ainda nem lhe pertenciam (AHU. ACL. CU 016. Cx. 2. D. 103).
Dessa forma, publicamos mais este esclarecimento sobre a fundação de fazendas por estes dois importantes militares do Piauí e Maranhão colonial. O assunto interessa a Campo Maior e a São Bernardo do Maranhão, assim como a todos os amantes da História.


FONTE: http://poetaelmar.blogspot.com.br/2018/01/arraial-velho.html